terça-feira, 15 de julho de 2008

WebGoat versão 5.2

Acaba de ser lançada a nova versão 5.2 do WebGoat. Os interessados podem encontrar mais detalhes aqui.

A versão 5.1 traduzida para pt-br continua disponível aqui.

Quem se anima a traduzir mais esta versão para o português?

Entendendo XSS, XSRF e outros

Para alguns a compreensão sobre como um determinado ataque funciona se mostra como um reflexo, tamanha a intimidade deles com o conhecimento técnico associado. Para outros, a grande maioria, tal entendimento fica muito prejudicado pela defasagem técnica e, principalmente, pela maneira como tal informação é apresentada. Para este último, o designer gráfico exerce um papel determinante, articulando entre formas, cores e ações encadeadas de maneira a transformar uma informação que textualmente mostra se complicada, em algo de compreensão bastante facilitada. Com esta percepção o pesquisador Michael Schumacher da Virtual Forge criou um conjunto de animações para auxiliá-lo no treinamento de segurança de software. Aprecie o resultado e até compreenda problemas como XSS, XSRF e navegação forçada no blog da Justice League (aqui).

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Google Libera Código Fonte do RatProxy

Acaba de ser liberado pela Google o código fonte da ferramenta RatProxy. Esta é uma das ferramentas usadas pela Google para teste de suas aplicações Web. Fica aí mais uma alternativa ao WebScarab da OWASP.

Mais detalhes sobre a ferramenta:

http://googleonlinesecurity.blogspot.com/2008/07/meet-ratproxy-our-passive-web-security.html

http://code.google.com/p/ratproxy/

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Microsoft Source Code Analyzer for SQL Injection

Acaba de ser lançada pelo time de segurança do Microsoft SQL Server uma ferramenta de análise de código fonte especializada em encontrar falhas de injeção SQL em código ASP. Mais detalhes no SQL Server Security blog.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Utilidade Pública - Furo no Flash Player

Várias organizações de segurança de TI (aqui, aqui, aqui) têm divulgado advertências sobre a grave ameaça provocada pelo furo de segurança (estouro de buffer) encontrado no Flash em abril passado. Já existe registro de sites que usam essa vulnerabilidade para instalar software de captura de senhas nas máquinas com navegadores que usam a versão com o furo (aqui).

Antes de duvidar, proteja-se! É simples. Verifique a versão do Flash Player (aqui) e caso seja diferente de 9.0.124.0, faça a atualização (aqui).

segunda-feira, 12 de maio de 2008

WebGoat 5.1 em Português


No último final de semana consegui finalmente terminar a tradução do WebGoat 5.1 (Versão em Inglês). Foram 4 meses aproveitando o tempo de saguão de aeroporto, o próprio vôo, além daquelas situações onde a cabeça só aceita uma atividade mecânica. Foram cerca de 14o arquivos (vide imagem) distribuídos dentre plano da lição, dicas e soluções.

Para quem não conhece, o WebGoat é um site que coleciona um conjunto de páginas com vulnerabilidades divididas por algumas categorias, cujo intuito é de ensinar na prática qual o risco de desenvolver aplicações sem o compromisso com a segurança. Cada página possui um objetivo de ataque específico, descrito pelo plano da lição. Outros elementos, como por exemplo, as dicas permitem que o público adquira gradativamente os conhecimentos necessários para a efetivação de ataque a aplicações web.

Essa iniciativa vem a somar ao trabalho empenhado pela OWASP no sentido de divulgar informações sobre o desenvolvimento de aplicações com segurança. No que tange ao capítulo Brasil, soma-se as ações de tradução dos documentos para o português brasileiro. Tenho observado por onde passo, que ainda é muito grande a ignorância sobre a questão da segurança no desenvolvimento, e essa iniciativa procura diminuir uma das barreiras, o idioma.

Faça o download da versão de instalação aqui. Em breve tudo estará consolidado na página do WebGoat mantida pelo coordenador desse projeto, Bruce Mayhew.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O Impacto do PCI no Mercado

Para quem não conhece o PCI (Payment Card Industry) Standard, como o nome sugere é um padrão que a indústria que processa informações de cartões de crédito é obrigada a seguir. O padrão está organizado em 12 seções em um documento de 16 páginas (aqui). Para efeito da segurança de software, os itens seguintes são os mais relevantes:

6.5 Desenvolva todos os aplicativos de web baseados em diretrizes de codificação seguras tais como as diretrizes do Open Web Application Security Project. Revise o código dos aplicativos customizados para identificar as vulnerabilidades do código. Verifique a prevenção das vulnerabilidades mais comuns no processo de desenvolvimento dos códigos dos softwares para
incluir o seguinte:
6.5.1 Input não validado
6.5.2 Quebra do controle de acesso (por exemplo, uso desonesto dos IDs dos usuários)
6.5.3 Quebra da administração de autenticação/sessão (uso das credenciais da conta e
cookies da sessão)
6.5.4 Ataques ao cross-site scripting (XSS)
6.5.5 Overflow do buffer
6.5.6 Defeitos de injection (por exemplo, structured query language injection (SQL)
6.5.7 Administração incorreta dos erros
6.5.8 Armazenagem insegura
6.5.9 Recusa de serviço
6.5.10 Administração de configuração insegura.

6.6 Assegurar-se de que todos os aplicativos que funcionam por meio da web estejam protegidos
contra ataques conhecidos através dos seguintes métodos:
• Ter todos os códigos de aplicativos customizados revisados para vulnerabilidades comuns através de uma organização que se especialize em segurança de aplicativo
• Instalar uma camada de aplicativos (application layer) de firewall na frente dos aplicativos voltados para a web
Nota: Este método é considerado uma melhor prática até 30 de junho de 2008, e depois dessa data se tornará uma exigência.

Apesar da gama de preocupações abordada pelo modelo, o ponto de maior impacto neste momento vem na nota de duas linhas no final da seção 6.6. Pois a partir de junho próximo, toda entidade que ofereça software que trabalhe com informação de cartões será obrigada a utilizar as ferramentas especificadas por essa seção. Até agora o resultado mais evidente é a luta dos fornecedores para colocar seu produto no mercado (A Cicso é a última), ou se aliar com diferentes fornecedores para tentar oferecer a melhor solução (aqui). É provável que o resultado que mais nos interessa (software seguro) seja uma consequência natural disso e que outros negócios sejam influenciados pelos resultados dessa obrigação imposta pelo PCI. Veremos!